Programa de voluntariado profissional recruta especialistas de diversas áreas para contribuir com a reconstrução, preservação do patrimônio e planejamento do futuro do clube
O Jóquei Clube de Goiás vive uma fase de reconstrução institucional, preservação de patrimônio, reorganização documental e retomada de atividades. Para isso, recruta voluntários nas áreas de administração, gestão e projetos, arquitetura, urbanismo, engenharia, memória e patrimônio, veterinária e bem-estar animal, contabilidade, marketing, comunicação e eventos por um período de 90 dias. A proposta é reunir especialistas que possam contribuir para a identificação de desafios, definição de prioridades e elaboração de projetos e planos de ação. O programa terá carga horária de 4h semanais presenciais e entregas por demanda de forma remota.
Segundo a presidente do Jóquei Clube de Goiás, Nívea de Paula, o atual momento exige uma atuação voltada tanto à recuperação da estrutura institucional quanto à construção de novos caminhos para o clube. “O Clube passou muitos anos sem uma gestão efetiva e isso trouxe consequências. Agora precisamos reorganizar a instituição, reconstruir o que já existe, preservar nosso patrimônio e nossa memória e, ao mesmo tempo, pensar no futuro”, afirma.
O programa possui sete frentes de atuação e busca profissionais das áreas de administração, gestão e projetos, arquitetura, urbanismo, engenharia, memória e patrimônio, veterinária e bem-estar animal, contabilidade, marketing, comunicação e eventos.
Nívea explica que a iniciativa foi estruturada para ir além da simples formação de um grupo de voluntários. A intenção, segundo ela, é transformar o conhecimento técnico dos participantes em contribuições efetivas para a instituição. “Não queremos simplesmente reunir pessoas para dizer que temos voluntários. Queremos reunir conhecimento. Queremos que cada frente possa identificar problemas, propor soluções e nos ajudar a transformar essas soluções em projetos e ações possíveis. O Jóquei em Ação é, essencialmente, voluntariado com propósito, conhecimento e resultado”, destaca.
As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas por meio do formulário disponível no link:https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScE18orvxCQzrw4uKQdewCKJ8Zpmtt_E-z_EVZkXXXGUZXNew/viewform. O prazo para participação segue até a próxima sexta-feira, 9 de outubro.
Voluntariado como parte da história
A iniciativa também tem relação direta com a trajetória da atual presidente do clube. Nívea de Paula iniciou sua atuação junto ao Jóquei Clube de Goiás em 2015, justamente por meio de um trabalho voluntário na área jurídica.
Naquele período, o Hipódromo da Lagoinha enfrentava uma situação relacionada à interdição decorrente de suspeitas de mormo em cavalos. A partir da atuação voluntária, Nívea passou a trabalhar em conjunto com profissionais de outras áreas, incluindo Medicina Veterinária, além de órgãos públicos envolvidos na questão.
A presidente relembra que sua aproximação com a instituição começou a partir de um convite simples para ajudar em um momento de dificuldade. “Em 2015, alguém me procurou e perguntou: ‘O Jóquei precisa de ajuda. Você pode ajudar?’. Onze anos depois, hoje como presidente do Jóquei Clube de Goiás, somos nós que estamos fazendo essa mesma pergunta a outros profissionais”, relata.
Para Nívea, a própria experiência demonstra que o voluntariado profissional pode produzir efeitos que ultrapassam a contribuição imediata para uma instituição. Ela afirma que conhece, pela própria trajetória, o impacto desse tipo de participação. “Eu sei, por experiência própria, o quanto um trabalho voluntário desenvolvido com responsabilidade, dedicação e seriedade pode transformar não apenas a instituição que recebe aquela contribuição, mas também a trajetória de quem participa”, afirma.
A expectativa da direção é que os participantes deixem contribuições concretas para o clube, como diagnósticos, projetos, planejamentos, propostas e soluções que possam ser desenvolvidas mesmo após o encerramento do ciclo de 90 dias.
Para a presidente, o processo de reorganização do Jóquei passa pela capacidade de conciliar a preservação da memória da instituição com a construção de novas perspectivas. “Temos uma história que precisa ser preservada, mas temos também um futuro que precisa ser construído. Preservar o Jóquei não é mantê-lo parado no tempo. É preservar sua história para permitir que ela continue”, afirma Nívea.